“Eu sinto falta, de tudo sabe? De te ter, e de ser sua. Abstratamente, né? A gente nunca foi exatamente dois clichês em uma conversa romântica, ou piegas. Somos opostos que se atraíram, a dama e o vagabundo, na verdade, está mais para o cavalheiro e a vagabunda. Mas é assim sabe? Coisas vem, e coisas vão, mas eu não gosto do fato de ter te perdido, não por burrice, não por bobagem. Não estou dizendo que você foi bobo, estou dizendo que eu fui burra. O bastante para deixar que você fosse embora, e deixar o tempo passar assim. As vezes, algumas lembranças invadem meus pensamentos, e isso me causa dor. Muita dor, e é insuportável sentí-la. Eu sinto falta de jogar papo fora, e te chamar de apelidos idiotas. Sinto falta de ser sua amiga, e sinto falta de ter meu melhor amigo. Te contar meus segredos, falar de meio mundo, e mais um pouco, e te fazer perguntas idiotas. Sinto falta de te dizer que te amo, apenas para ouvir um eu te amo de volta. Na maioria das vezes, éramos dois bobos felizes, do tipo, “eu te amo” “eu sei”. Somos tão bobos, por isso somos feitos para ficarmos lado a lado. É isso mesmo, lado a lado, e para sempre. Então volta pra mim, volta? Eu sinto tanta falta de ti, sinto tanta falta do que éramos. Mas sabe do que eu mais sinto falta? Sinto falta do meu coração, que você levou junto contigo quando se foi. Eu te amo, droga, e eu não vivo sem você, eu não sou forte o bastante para conviver com a dor que sua perda me causou, e continua causando. Eu costumava ser orgulhosa, mas não há orgulho que me faça perder a vontade de ir atrás de você, por toda a eternidade, quantas vezes necessário. ”
Bárbara, defectss para Gabriel, foragido. (via defectss)
“Vamos sorrir devagar
Pra ficar feliz por mais tempo.”
“
Então eu fechei a porta.
Respirei fundo mais uma vez, na esperança de impedir que as lágrimas caíssem. Não deu certo, elas rolaram livremente pelo meu rosto branco.
Olhei para a porta marrom a minha frente com o seu número que reluzia e ofuscava, momentaneamente, minha visão. Pisquei algumas vezes desviando da porta do vizinho. Foquei a minha atenção na porta atrás de mim, a mesma porta pela qual eu tinha acabado de passar, sem ter a mínima esperança de voltar a atravessá-la algum dia.
Apertei mais forte a maçaneta, até que os nós dos meus dedos ficassem brancos, quem sabe assim a dor que eu sentia passasse de uma vez. Mas não, não passou. Não passou e nem impediu que o meu peito começasse a latejar, como se me avisasse que eu nunca mais veria aqueles olhos castanhos novamente.
As pessoas sempre dizem que só damos conta do quão importante alguém é, quando a perdemos. E não importa de que forma isso aconteceu, se foi para a morte ou para outra pessoa. A única coisa que conta no final é que estamos sozinhos, nunca mais vamos olhar fundo nos olhos dessa outra pessoa. Sozinhos, ficamos sozinhos. E a sua única companhia é uma dor insuportável no peito, essa mesma dor que eu estou sentindo agora.
”
Manuela Torres
“E pior do que tudo é quando vamos embora por nossa própria culpa, quase sempre por algo que falamos ou fizemos que magoa tanto a outra pessoa que ela ou ele prefere ficar sozinho, mesmo ainda te amando.”
Manuela Torres
“Odeio despedidas. Odeio dar tchau. Odeio chorar. Mas também odeio sofrer. Quero te dizer que esse mundo é injusto demais. Nele vivem pessoas cretinas demais. Já que estou falando no que é demais: fui honesto demais. Talvez esse tenha sido meu maior erro. Mas não sei ser de outra forma.”